E nenhum coração jamais sofreu quando foi em busca de seus sonhos.
O coração tem razões que a própria razão desconhece."

Estrelas espaçadas piscavam displicentes
aproveitando a ausência temporária
da grande e majestosa Lua.
Um beijo.
Um carinho no rosto.
Um adeus.
E assim o grande amor da minha vida se foi...
As nuvens escuras tomaram o céu.
E a noite perdeu sua graça e seus sons.
Ah sim...Faltou.
E faltou o que não foi
e o que foi sem ter acontecido
e mesmo acontecendo não foi o bastante.
Ah sim, faltou.
O seu perfume foi mas ficaram tantas dúvidas...
Diga-me, meu amor, mesmo em palavras tortas
qual é o gosto destas lágrimas... Mostra-me, seja com mapas ou rabiscos
qual é a intenção e o caráter deste destino...
Eu não sei dizer adeus, simplesmente não sei...
Não para quem eu amo verdadeiramente!!!
E penso que deveria deixar de ser prolixo e ser mais contundente com as minhas vontades.. Mas este imaginário sussurra... “Aguente.”
Não sou poeta, você sabe.
E nem tenho pretensão de ser, também sabes.
Não sei como sintetizar todos os sentimentos do amor em simples palavras.
Ou melhor.... Eu nunca soube.
Se eu disse o que pensava, se eu escrevi o que sentia foi apenas por ti. Precisavas, sim...
Precisava me olhar nos olhos agora para encontrar toda a poesia do mundo uma vida inteira dentro dessas lágrimas.
Alguma coisa está errada em mim e sangra... E dói.
Mas meu amor, diga-me...
Amor- verdadeiro morre?